segunda-feira, 14 de junho de 2010

“Voltar ao Tibete um dia”

Sabedoria real, numas mentes abertas
Calma espiritual em momento qualquer
Portas do sol fechadas num mundo de descobertas
Orações confiscadas num local tranquilo
Sensibilidade ao toque num corpo distante
Subindo a montanha sem tocar no chão
Falando com o vento pedindo um conselho
Situar-me na lua em plena emoção
Carência afectiva, num silencio constante
Budismo é sinónimo de tranquilidade
Pensamentos duradouros num só instante
Vaguear pelos montes tibetanos em plena oração
Levitar em meditação sob uma erva sombria
Sentimento nobre, constante, e puro
Desde o romper da aurora até ao fim do dia
Madrugada cedo um monge budista acorda
Trata da sua oração rega a flor do destino
Cuida da criação como se fosse um menino
Acaricia os insectos para os ver sorrir
Ouvir o chilrar dos pássaros e a batina vestir
Subir a um monte alto com um puro saber
Meditando por uma causa com muito querer
Acreditar na paz e a sentindo muito perto até
Viver isolado num mosteiro tibetano
É o mesmo que viver num paraíso cheio de esperança e fé
Quero voltar ao meu mundo um dia, preciso de o ver.




Escrito por Quim-zé

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