sábado, 2 de outubro de 2010

“NO MEU CAMINHO”

No meu caminho tracei uma linha
Nessa linha entrei com pureza e saudades
Cruzei com espinhos, e cravos, sem saber
Vesti batina andei descalço num mundo de magia
Comi ervas, raízes, bebi água, pura e cristalina
Caminhei sobre pedras e cheguei a correr
Tal a minha espiritualidade me ensinou a viver
Meditei com monges, vivi num mosteiro
Levitei com mágicos do Tibete, num espaço lúdico
Senti a força da natureza e pureza do seu ser
A alma que nos envolve é algo de transcendente
Faz com que nos sintamos sensíveis numa altura
E imortais num outro qualquer momento
Conviver com a natureza sentir o barulho do nosso respirar
Ouvir preces de uma santidade superior e com ele orar
Estar privado dos prazeres carnais e se abster por completo
Sentir uma calma e espiritualidade própria
De quem nasceu naquele momento sem nada fazer por isso
Viver entre quatro paredes rodeadas de espíritos leves
Não ter notícias do mundo exterior, ignorar a hostilidade
Querer bem aos outros e por vezes sentir sua maldade
Descobrir um caminho sem o não percorrer
Saltar de um monte para o outro em telepatia singela
Procurar ter um ego noutro ser, sem nunca o querer
Pisar sentimentos alheios sem nunca os magoar
Comer uma raiz e sentirmo-nos alguém
Vivermos por uma causa, orando pelo mundo
Ser budista qual, inocente de pai nem mãe.



Escrito por Quim-Zé num dia em que as saudades dos Tibetanos bateram forte demais

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